Dissertações e PTT

PPGE– DISSERTAÇÕES DEFENDIDAS

2020

Luciana de Jesus Botelho Sodré dos Santos

Texto Dissertativo: FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: (re) significação no trabalho com o aluno com
Deficiência Intelectual

Produto Educacional: CADERNO DE APOIO PEDAGÓGICO AO PROFESSOR DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: orientações pedagógicas para o aluno com Deficiência Intelectual

DISSERTACAO E PRODUTO EDUCACIONAL

Banca Examinadora:

Profª Dr.ª Iris Maria Ribeiro Porto (orientadora)

Profª. Drª. Sandra Regina Rodrigues dos Santos – PPGE/UEMA

Profª. Drª. Kaciana Nascimento da Silveira Rosa – UFMA

Data da defesa: 20/10/2020

Resumo: Esta dissertação versa sobre a formação continuada do professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede municipal de educação de São Luís, com foco no trabalho desenvolvido para o aluno com Deficiência Intelectual na Sala de Recursos Multifuncionais. Analisa a realidade dessa formação na respectiva rede de ensino, e a partir desse contexto, produz um caderno de apoio pedagógico para a utilização desse docente, como produto da pesquisa. Utiliza a pesquisa aplicada do tipo pesquisa-ação para a intervenção na realidade em referência e da abordagem qualitativa, na medida em que trabalha com valores, crenças e aspectos não quantificáveis. Chega ao Estado da Arte por meio de um levantamento bibliográfico nas categorias elencadas na investigação: Formação Continuada de Professores no Brasil, Atendimento Educacional Especializado e Deficiência Intelectual. A pesquisa está norteada no método Histórico-Dialético, na compreensão de que há uma história que acompanha a trajetória dessa formação e atendimento, assim como muitas contradições entre o proposto nas políticas públicas e o vivido no contexto da escola. Emprega como instrumentos para coleta de dados, uma entrevista semiestruturada com o gestor da Superintendência da Área da Educação Especial (SAEE) da Secretaria Municipal de Educação de São Luís e com dezoito professores do AEE da respectiva rede de ensino. Aplica também um questionário para avaliação do Caderno de apoio pedagógico apenas com os professores. Faz uso da Análise de Conteúdo como técnica de interpretação e análise das falas do gestor da SAEE e dos professores do atendimento especializado. Apresenta, a partir dos dados obtidos, a constatação de que a formação continuada na rede municipal de educação é planejada, porém, ainda segue o mesmo contexto em que foi concebida historicamente no cenário educacional brasileiro, isto é, de cárter emergencial e propulsora de um possível refazer pedagógico com modelos, recursos e planejamentos estanques. Destaca que o Caderno de apoio pedagógico construído contou com a colaboração dos professores do AEE durante a aplicação da pesquisa e, posteriormente foi avaliado por eles. Assim, o material ficou composto com orientações pedagógicas e sugestões de atividades práticas para um atendimento especializado sistematizado e, ao mesmo tempo, adaptável para aluno com Deficiência Intelectual. Conclui que é necessário ressignificar a formação continuada, para que haja um diálogo com a prática pedagógica no AEE. Essa ação deve partir do entendimento das necessidades docentes, em primeiro plano, para que esse reflexo incida no desenvolvimento processual do aluno com Deficiência Intelectual.

Palavras-chave: Formação Continuada. Educação Especial. Atendimento Educacional Especializado. Deficiência Intelectual. Caderno de Apoio Pedagógico.

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Otávio Augusto de Moraes

Texto Dissertativo: BASE NACIONAL CURRICULAR COMUM: concepções sobre a adolescência e projeto de vida

Produto Educacional: Como trabalhar projeto de vida na escola : contextualizações e aproximações 

Dissertação e Produto Educacional

Banca Examinadora:

Profª Dr.ª Iris Maria Ribeiro Porto (orientadora)

Profª. Drª. Sandra Regina Rodrigues dos Santos – PPGE/UEMA

Profª. Drª.  – Fernanda Vilhena Mafra Bazon –  UFSCar

Data da defesa: 27/11/2020

Resumo:

Os temas Adolescência e suas concepções, os fatores que influenciam na formação do sujeito, o Projeto de Vida e o Ensino Médio, ganharam maior notoriedade após a aprovação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Assim pesquisa possui como objetivo geral analisar as concepções sobre a Adolescência e Projeto de Vida segundo a BNCC do Ensino Médio. Utilizamos nesta pesquisa a análise documental para realizar a compreensão da BNCC, através de leitura flutuante como técnica de impregnação, leitura em profundidade, categorização, discussão com o arcabouço teórico e análise dos dados no processo de construção desta Dissertação, nos situando em uma pesquisa de cunho qualitativa. Consideramos o processo histórico e social no desenvolvimento do currículo, principalmente de 1995 até os dias atuais, pois foi a época que a sociedade brasileira mergulhou nos processos neoliberais. Tem como assertiva o fato de que apesar do sistema neoliberal não ter foco voltado a educação, esta área foi fortemente atingida por políticas internas e externas que marcam a educação brasileira. Deste modo a própria construção do currículo não passou despercebida ao processo do neoliberalismo, mas foi influenciada desde a sua concepção até a efetivação nas salas de aulas, consequentemente nos próprios alunos. Compreendemos neste trabalho que o adolescente e o Projeto de Vida são construções temporais, históricas, culturais, econômicas e sociais, pautado no meio externo e nos processos subjetivos do próprio sujeito. Compreendemos que não é possível analisar o Projeto de Vida dissociado do próprio adolescente e de onde está inserido. Deste modo precisamos obter uma visão holística da construção para compreendermos as partes que a compõe. Como resultado, durante a análise dos trechos relevantes sobre a adolescência, percebemos que o texto, na maior parte, também carrega a visão da adolescência como um fator de construção históricas, que necessita ser analisada dentro do seu contexto. Assim como acontece com a adolescências, o Projeto de Vida também é concebido com as especificidades subjetivas e externas aos sujeitos, contudo a BNCC traça uma linha tênue sobre a relação entre o Projeto de Vida e o processo de profissionalização, em que diversas vezes necessita ser mais bem delimitado. Além disso há necessidade de se trabalhar o Projeto de Vida de forma mais detalhada nos textos que regem o Ensino Médio, bem como dentro das áreas de conhecimento, pois apontamos um apagamento do tema dentro das competências específicas. Concluímos que há campo para mais estudos, principalmente no tocante ao perfil dos professores, metodologias e concepções dos professores que trabalham com o componente curricular de Projeto de Vida. Realizamos a construção de um E-book para auxiliar na jornada dos professores do Ensino Médio, que necessitem de aprofundamento nas concepções teórico metodológicas sobre as adolescências e sobre o Projeto de Vida.

Palavras-chave: Adolescência. Base Nacional Comum Curricular. Projeto de Vida. Pesquisa Documental. Ensino Médio